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    September 18

    Falando sobre YouTube - If I Had A Hammer PETER,PAUL & MARY

     

    Citação

    YouTube - If I Had A Hammer PETER,PAUL & MARY
      

    E morreu a Mary

    O grupo Peter, Paul and Mary foi um importante trio nos 60 e 70, junto à musica folclórica norte americana.
    Sempre tive o gosto por este tipo de música, e quanto mais ouço e mais conheço sobre este movimento, mais me surpreendo com bandas da época.
    Conheci inicialmente Dylan, Joan Baez, Creedence, the Byrds e Lynyrd Skynyrd.. na era LP..
    Peter, Paul and Mary foi mais tarde, já na era youtube...
    Suas interpretações de letras de Bob Dylan e Pete Seeger são fantásticas e profundamente tocantes.
    Eles tocaram inclusive no 4 de julho de 1971, na marcha pela paz..
    http://www.youtube.com/watch?v=q8U6Oh9uSY8

    Mary faleceu nesta quarta feira, 16/09/09, aos 72 anos, de leucemia.. Sua voz ainda impressionava nas apresentações de 2004.. as mais recentes que encontrei no Youtube..
    São as minhas preferidas:
    Blowing in the wind,
    http://www.youtube.com/watch?v=3t4g_1VoGw4&feature=related

    If I had a Hammer,
    The Great Mandala,

    Puff - The Magic Dragon,
    http://www.youtube.com/watch?v=Wik2uc69WbU&feature=related

    Leaving in a Jet Plane,
    http://www.youtube.com/watch?v=HIshbtQ6LqA&NR=1

    Where have all the flowers gone?
    http://www.youtube.com/watch?v=pYii6nxhvUk&feature=related

    Sempre pensei que "One Tin Soldier" fosse deles, ou houvesse alguma interpretação deles... mas me enganei.. The Original Castle cantava na época... http://www.youtube.com/watch?v=J7jHp7OchP0
    Há uma versão no Youtube, em desenho animado acompanhando a letra, http://www.youtube.com/watch?v=cTBx-hHf4BE&feature=related

    Estas músicas, suas interpretações e letras dão uma boa idéia de como havia um sentimento de necessidade de mudança.. e que propiciaram realmente uma mudança..
    Foram pessoas e pensamentos daquela época, representados em letras como a de Pete Seeger de "If I Had a Hammer", escrita em 1949 e que virou símbolo pelos direitos civis, e "Where have the flowers gone?", creio que de 1956 com sua letra maravilhosa que embalaram os sentimentos e levaram ao fim da segregação racial nos EUA, e uma reação à cultura militarista nascida no pós II Guerra.
    Pode ser ainda os ataques de "polyannismo" que eventualmente tenho, já que ainda vivemos os reflexos da era guerreira do Bush,... mas, pessoas como estas, se não garantiram um mundo melhor, refrearam a sanha por fazê-lo pior!

    Rest In Peace Mary, and send our best wish to Our Lord!!
    September 03

    Guacamole “do Guido”

    Guacamole “do Guido”

     

    É “do Guido”, pois esta é a minha receita... Já encontrei várias por aí... Cada um faz a sua, eu a minha...

    Um Abacate maduro;

    Uma cebola grande;

    Meio pimentão vermelho;

    Meio pimentão amarelo;

    Uma pimenta grande, do tipo Chilli;

    Pimenta calabresa;

    Um grande dente de alho;

    Salsa;

    Cebolinha;

    Coentro;

    Um limão.

    Após retirar o caroço e a casca do abacate, bata ele com um mixer, ou amasse bem com um garfo.

    No caso do mixer, já coloque dentro o dente (ou dentes) de alho e o sal.

    Teste o sal aos poucos.

    Pique toda a salsa e a cebolinha, bem fininho... e um pouco de coentro, bem pouco.. Pessoalmente prefiro pouco, e já vi que não estou sozinho nisto.

    Para um abacate, tenho colocado a ponta de um maço de coentro.

    Pique a cebola e os pimentões, retire as sementes da pimenta , pique  e vá misturando tudo.

    Esprema o suco do limão no abacate, misture com os temperos e leve para a geladeira para refrescar.

    Já piquei um pouco de gengibre e juntei, ficou bom!!

    Cerveja, torradas ou pães cortados em rodelas... bons amigos e seja feliz...

    September 02

    O tiro no pé.

    As opiniões aqui são de um mero usuário.. Ou seja, não fiz cálculos nem business plan.. eu só sou o cara que usa o serviço..

    Sou do tempo que se tomava whisky em avião. Algumas vezes desci em Congonhas, Guarulhos, Brasília ou Florianópolis, meio balão. Resultado da diferença de pressão e do álcool.

    Mas estes são tempos passados. Afundadas em má gestão empresas acabaram, e o que resta da VARIG hoje, é um nada de seu passado.

    Lá pelo início dos 2000 começaram a desaparecer as garrafas de Whisky, Campari, e o meu querido “Blood Mary” parou de ser feito, com a seca da Vodka.

    Até aí, tudo bem. Alguns não sabem beber.. Outros não sabem parar... Hoje, muito eventualmente encontramos cerveja em um vôo mais longo, digamos BSB para RJO..

    Mas com o tempo desapareceu o lanche, antes trazido em maletinhas plásticas, que faziam a alegria dos filhos mais pequenos. Hoje se resume a barras de cereal e eventualmente um sanduiche.

    OK, Avião é prá voar... Telefone é para falar...

    Não, não é... Telefone é prá falar, bater foto, entrar no Twitter, etc..

    O avião, antes uma experiência semelhante a um “one day SPA” , passou a ser algo semelhante a um ônibus. É interessante que já se fala de “viajar em pé”, usando uns poleiros... Coisa que nem a Transbrasil fez (é bom lembrar que ela nasceu de uma divisão da Sadia, e alguns a acusavam de “ainda transportar carne”).

    Aparentemente o avião perdeu este glamour, e somado ao geral mau serviço prestado pelas empresas, controlado por uma estatal e fiscalizado por um poleiro político, o ato de viajar de avião pode eventualmente ser comparável às antigas filas do INPS.

    Aqui temos uma coisa interessante: Durante a crise que ainda vivemos, o mercado de luxo cresceu 8% no Brasil. Onde foi que o avião, e o ato de voar, deixaram de ser luxo?

    Como reconquistar este “luxo”, sem abrir mão da escala que se formou do plano Real para cá?

    Isto, a meu ver, é um trabalho “à dois”. Empresa aérea e aeroportos.

    É fato que a estabilidade da moeda permitiu a queda dos preços, e com isto o aumento da escala. Isto é ótimo, pois mais gente, inclusive as de classes menos favorecidas, passaram a usar o avião como meio de transporte. Portanto a aviação, em especial a nacional, deixa de ser um produto de luxo, para ser um produto de escala. Mas mesmo entre produtos de massa, ocorrem os “premiuns”.

    Compare um Big Mc a um Big Apple. São ambos hambúrgueres, mas a diferença está além do preço de um ou de outro. Ela está no ambiente, no atendimento.

    Primeiro há que se definir o que seria “luxo” neste mercado. Creio que ele se resumiria hoje a bom atendimento e a atendimento diferenciado.

    Não sei se a existência de uns poucos acentos da “primeira classe” em vôos de pouco mais de uma hora se justifiquem. Mas as salas VIPs, para clientes “premiun” podem muito bem substituí-las

    Com o crescimento da insegurança, uma sala vip, com atendimento básico diluído na tarifa do vôo, e um atendimento extra cobrado podem trazer receitas e satisfazer clientes.

    Hoje o que se considera básico é:

    · Um local que se possa abrir o laptop, ou seja, uma boa mesa e uma boa cadeira.

    · Um sanitário limpo, com possibilidade de um sanitário infantil. Eu sou pai separado.. de uma menina. Alguém aí sabe como fazer quando ela quer ir ao banheiro, tem medo, e você não pode entrar pois só tem banheiro Feminino e masculino?

    · Uma rede WiFi.

    · Água! Refrigerantes e café “espresso” podem ser opcionais, cobrados ou não. Um bar, montado pode ser uma fonte de renda extra. Mas água é fundamental.

    · Avisos na sala dos vôos, seus atrasos e suas mudanças.

    · Deslocamento. Nem sempre vale a pena se deslocar de taxi. Ônibus, saindo de pontos como Shopping Centers podem inclusive agilizar os serviços de check-in, o cliente embarcado já pode ter algumas coisas básicas feitas, tais como validação de documentos para que usa web check-in, ou o check-in mesmo. Com a banda larga móvel, uma atendente com um smarphone resolveria muito, e já enviaria para a as filas apenas quem tem mala para despachar. Notem que nem falei em pesar as malas previamente no “ponto do Shopping”. Fica para “um plus a mais”.

    · Atendimento doce. Ok, aeromoças (hoje chamadas de comissárias de bordo) passaram a fazer parte das fantasias sexuais. Isto as revolta, mas não justifica que o atendimento não seja “doce”. Ou seja, agradável. Hoje o atendimento é policialesco, afinal o passageiro pode estar escondendo um celular ligado. Tá faltando o básico, a educação. Dos funcionários da empresa aos do aeroporto.

    · Estacionamentos com acessibilidade, facilidade de movimentação, pois mesmo que o cliente não chegue de cadeira de rodas, ele chega com uma mala com rodas.

    o Alguém é usuário do Viracopos aí??

    · Embarque e desembarque de taxis. Lamentavelmente o taxi em aeroporto é uma máfia, protegida pela administração dos mesmos. Esquecem-se, todavia que as empresas fazem contratos com cooperativas, e o uso de “vouchers” é normal. Por que é que eu tenho de descer no Santos Dumont e ir para debaixo do relógio, sob sol ou chuva, para pegar o taxi da cooperativa que me atende? Ou ir para a área de embarque do Galeão para pegar meu taxi?

    o É necessária uma área, segura, para que se possa esperar o taxi de cooperativa. Operacionalizar isto é fácil, eu sei o número e a empresa do taxi que vai me buscar, passada estas informações, só aquele taxi irá me buscar.

    o O diabo aqui é que discutem se a área do taxi é municipal, estadual ou federal... A área do taxi é do cliente que está usando o raio do aeroporto, e por sinal, paga para isto.

    Quem sabe se com isto uma viagem aérea não volta a ter um certo “glamour”... Sempre lembrando que o “glamour” é bom para os negócios...

    Mas o propósito de escrever este post foi o de comentar o “case” negativo da GOL.

    Esta semana iniciaram o piloto da cobrança do lanche a bordo.

    O relatado no Jornal, no meu caso a “Folha de São Paulo”, é uma triste sucessão de erros por parte da empresa. Erros repetidos.

    Avisaram o no check-in, se é que avisaram direito, que o lanche seria cobrado. Em vôo, algumas pessoas não concordaram, ou nem sabiam que este lanche seria cobrado.

    Primeira impressão do Cliente, “Mesquinharia”.

    Segunda impressão do Cliente, “Desorganização”.

    Na hora de servir, alimentos e dinheiro manipulados pela mesma pessoa.

    Terceira impressão do Cliente, “Porcos”.

    Ao reclamar, o Cliente passa a ser ameaçado. O Comandante, “vítima de um surto de General da Banda”, ameaça descer o avião em outro aeroporto e chamar a Polícia Federal para prender uma senhora (médica) que queria passar um abaixo assinado.

    Quarta impressão do Cliente, “Nazistas”.

    Vejamos então a situação: Em um vôo de pouco mais de uma hora a Empresa conseguiu uma propaganda negativa que além dos óbvios efeitos, pode acabar com um bom negócio futuro.

    A empresa alega que fez pesquisas, e que os passageiros aprovaram a idéia de cobrar o lanche.

    Alega ser iniciativa inédita no Brasil, inédita e mal planejada.

    Acho que eles deveriam antes bater um papo com quem entende “do riscado”, e planejar melhor o operacional da cobrança e distribuição.

    Deveriam deixar claro no ato da compra da passagem, e não no momento de check-in.

    Deveriam dar opções, pois quem foi despreparado, e contando com o lanchinho, ficou com fome até destino.

    Deveriam treinar os comissários a serem comissários, e não “amigo de um policial que eu vou chamar para te bater”. Não sei se vocês sabem, mas a carreira do Wilson Simonal foi pro brejo por uma confusão destas. Tenha ele feito, ou não feito, o que foi falado.

    Não sei bem o porquê, mas me lembrei da história da Coca-Cola “mais doce”.

    No fim dos anos noventa a Coca-Cola fez uma pesquisa com seus consumidores e “descobriu” que eles aprovariam uma Coca-Cola “mais doce”.

    Na hora que foi para o mercado, deu um forró-bodó tão grande que restou a pergunta:

    Que raio de pesquisa de mercado vocês fizeram?

    Pessoalmente acho que se faz muita pesquisa de mercado para “dar” o que o diretor quer. Algo semelhante aos planos qüinqüenais da era Stalinista. Se torciam e distorciam os dados para o “Grande Líder”, mas “o mujique continuava a passar fome” .

    O mujique hoje somos nós, os Clientes... Que apesar de eu fazer questão de escrever com o C maiúsculo, continua sendo destratado e desprezado.

    E a turma que faz isto está entre os melhores “estudados”.

    Como dizia o meu avô:

    ”Alguns estudam para Burro, meu neto...”

    September 01

    Falando sobre YouTube - Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit

     

    Citação

    YouTube - Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit
       


    Para os Gerentes... não esquecerem


    http://www.youtube.com/watch?v=CABsgXUyClE&NR=1&feature=fvwp




    Pré-Sal-Brás

    Pré-Sal-Brás

     

    E vamos nós lá de novo...

    Fazia tempo que não me lembrava daquela piada de “inferno brasileiro”.. Um dia faltava balde... Outro, excrementos...

    Estamos acostumados com uma eficiência não vista nos tempos de Estatal. E é bom registrar aqui que trabalhei na “Viúva Telebrás”, e conheci  um pouco como eram feitas as lingüiças.

    A comparação não é tola, se não tivéssemos privatizado, estaria eu ainda esperando meu Trabant.. digo, celular.

     

    Não vejo no mundo, tirando a Noruega, um país que tenha sido abençoado com o petróleo... Obviamente somos um país e uma sociedade mais complexa que a Venezuela, Equador ou Bolívia, para citar os três países próximos, mergulhados em ditaduras, dissimuladas ou não..

    Não me esqueço das aulas de História, os ciclos da economia nacional, baseados em extrativismo. Não entendam que acho que corramos o risco de virar um simples exportador de petróleo, que depois do ciclo do gado e da cana teremos o ciclo do petróleo...

    Pelo contrário, haverá um grande impulso para a indústria nacional, incluindo aí parcerias internacionais.

    Mas parte da maldição do ouro negro já começou.

    Estão criando mais um poleiro para afilhados políticos. Mais um cabide de emprego para correligionários. Maço de cenouras a ser abanado para trocas de apoios.

    Mais munição para a nossa política, tocada por sanguessugas.

    O modelo de Estatal já foi mais que demonstrado que não é eficiente, ao menos pensando do ponto de vista econômico, social e empresarial... Obviamente que do ponto de vista do “negativo-franciscano” o famoso “É dando que se recebe” a eficiência é próxima de um moto-contínuo.

    Já temos uma Empresa, a Petrobrás. Já temos de limpar ela dos cabides políticos, dos afilhados nas diretorias... Da canalha que se apropriou de postos em detrimento de elementos técnicos, de carreira, competentes.

    Lembrem-se do Severino, dizendo que “eu quero aquela que fura poço”...

    Agora ele deve querer aquela que fura sal.

    O teatro armado ontem, claramente com fins eleitoreiros, conta com o ovo na cloaca da galinha.

    Há muita esperança no ar, e ela que só não serve para sogra, acaba nos cegando.

    Quem garante que o petróleo estará aos 100/150 Dólares o barril daqui a 10 ou 15 anos?

    Parafraseando o príncipe Árabe, Ahmed Zaki Yamani, “a idade da pedra não terminou por conta da falta de pedras”.

    As novas tecnologias, mais limpas e economicamente cada vez mais viáveis estão aí. De carro a ar comprimido (http://www.guynegre.net/)  até as células de combustível, carros a hidrogênio, conceitos de matriz energética mista.. Células foto-voltaicas mais leves, mais eficientes e mais baratas. O fato  é que cada vez mais formas alternativas de geração de energia, e conseqüentemente de movimento, estão aí.

    Cada vez mais baratas e dissociadas de regimes totalitários.

    Ok, o Evo está sentado em cima de uma imensa reserva de lítio, mas não creio que seja a única do planeta.

    Nunca se deixará de se precisar de petróleo, ele não gera apenas gasolina, mas seu uso vai perder o “carro chefe”...  Será que com uma baixa demanda ainda será economicamente viável extrair de “onde o homem jamais esteve”?

    Resumindo meus medos: Mais uma Estatal, mastodôntica.. Mais cabide de emprego.. Mais demora nos processos, e um mundo mudando por aí.

    Os tempos estão mais curtos. Se a “Pré-Sal-Brás” bobear, quando chegar o petróleo, não teremos o que fazer com ele. E o molho vai sair mais caro que o peixe.

    Fico aqui, com meu “Espírito de corvo”, a crocitar..

     

     

     

     

    Ética, Sustentabilidade, Uma boa aula III

    Como disse, Toynbee é um vitoriano. Há que se dar um desconto em certas coisas, em especial na sua visão sobre assuntos sexuais... Mas não posso discordar de todo dele.

    Interessante que outro dia, sentei e abri uma revista História Viva  especificamente a Grandes Temas N 25 "Entre o Céu e o Inferno".

    Na sua última página há um artigo de Reuven Faingold, “Noé, o “Homem Justo”.

    Encontrei, neste artigo,  encontrei o seguinte parágrafo:

    “Os Homens dos dias de Noé se agrediam mutuamente, pois “encheu-se a Terra de violência”(Gen 6.11b). E, como se não bastasse a perversidade, a corrupção e a violência, aquela geração era também marcada pela incredulidade, pois não deu ouvidos à pregação de Noé, o “mensageiro da Justiça””

    Toynbee me parece bem “bíblico” agora, um “apocalipicista”. Nada mais natural para um vitoriano.

    Nossa Era Pós Moderna, que convenhamos, sob o ponto de vista de comportamento ainda não acabou, perdeu a certeza Iluminista e Positivista, e não encontrou nada ainda que tomasse o seu lugar.  Perdemos nossas utopias, ou como o poeta dizia, “meus heróis morreram de overdose”.

    Nossas crianças, criadas sem limites, agridem professores. Se sexualizam muito cedo, tem acesso a imagens que arrepiariam nossos pais, discutem sexo e relacionamento sem estarem entendendo exatamente o que é isto. E nós, os pais, achamos tudo isto muito normal. Eventualmente lembramos ao professor que pagamos a escola, e talvez aquela agressão tenha sido merecida.

    Este ambiente, corrupto e permissivo (um depende do outro) somou-se a Era da Informação. A Era da Informação mostra o ambiente corrupto e permissivo, nos fazendo criticá-lo.

    Duas forças:

    ·         Uma negativa: A Informação correndo rápida vai levar facilidade na especulação, na entrada e posterior saída (realização de lucros, ou pânico) de recursos financeiros. Isto desaguou no empacotamento de “créditos podres” e sua distribuição pelo mundo nos fundos de derivativos, levou a atual crise econômica mundial. O cruzamento da Era Pós Moderna com a Era da Informação.

    ·         Uma positiva: A Informação está aí, é facilmente distribuída.

    o   A China proíbe tudo, filtra tudo, controla tudo, mas as informações escapam, e as boçalidades do regime aparecem nos Blogs, nos e-mails.

    o   O Irã se revolta com a reeleição de Ahmadinejad, que expulsa observadores externos, mas é “traído” pelos filmes feitos em celulares e enviados como MMS, que mostram os conflitos, pelas mensagens via twitter (que atrasou uma manutenção para ficar no ar e dar este canal aos opositores).

    o   O RNA do virus H1N1 é decodificado nos EUA, graças a um misto de bioquimica e informática, e seu conteúdo disseminado aos centros de pesquisa mundial via internet. Uma mutação, identificada no Brasil é distribuída ao mundo, semans depois. Quase tão rápido quanto a disseminação dele mesmo.

    o   O Sarney diz que “o problema é do Senado”, e todos nós nos enojamos de imediato.

    o   O Greenpeace faz um estudo sobre  desmatamento e pecuária, a informação roda o mundo, e o rebu tá feito. Quem sabe se agora os pecuaristas deixam de ser burros e passam a acreditar que a “Aceitação Cultural” é verdadeira.

    A difusão da informação causa a indignação imediata, o excesso da informação “embucha o vivente”.

    A era da informação muda a forma de trabalhar, o lugar de trabalhar e a hora de trabalhar. Agora não distinguimos mais o que é trabalho e o que não é.  Lemos os sites de notícias nos ambientes de trabalho, entre uma página e outra de um relatório, na distância de um alt-tab. Atendemos um chefe, um cliente, um subordinado, durante nosso jantar romântico. Usamos o twitter para emitir nossa impressão sobre o prato do restaurante, enquanto ela vai ao toilette.

    A informação vicia, e ela passa a “ser de todos”. Afinal de contas, ela está lá no 4shared, onde encontrei um pdf com um resumo das obras de Toynbee, e se bobear encontro o livro.

    A era da informação acaba com a escravidão do artista, e pune as gravadoras. A facilidade de  copiar e distribuir, a que as gravadoras chamam de pirataria, acaba com o que elas chamam de empregos e outros de percentuais  draconianos. A mesma pirataria populariza o Windows, o Office, praticamente os fazendo padrão de mercado.

    Algo típico da nossa Era da Informação. Como não há uma barreira física, a virtual praticamente não se enxerga. Não temos mais fronteiras, como uma operadora de celular apregoa.

     

    O novo trabalhador.

    Chamado também de trabalhador do conhecimento. Este ser, diferente de seu Pai, sabe que não vai durar muito naquela função, naquele trabalho. Aliás, durante certo tempo, diga-se antes dos 40, ele apregoa aos 4 ventos que ele nem quer mesmo ficar “fazendo a mesma coisa”.

    É interessante notar que a era industrial se forma em bases hierárquicas rígidas, vindas das atividades militares. São eles os melhores administradores desta época.

    Pelas características de tempo e de forma de produção, é fundamental a imposição de “ordem” para haver “progresso”.

    É importante notar que naquela época, logística era uma ciência/atividade essencialmente militar.

    Mesmo entre, ou talvez mais ainda, nos países anglo-saxões onde o positivismo não colou muito, são em pensamentos embasados em idéias militares que as empresas são formadas.

    Certa vez me lembro de ouvir de um Sargento que o soldado deveria ter mais medo dele do que do cavalo que ele tinha de montar.

    É interessante observar como uma das indústrias mais “prazerosas”  foi montada em bases da hierarquia militar. Observe como funciona um restaurante de “bom nível”.

    A estrutura de “Chef”, “Sous-chef” e por aí vai foi criada por Georges Auguste Escoffier, em cima das bases de Antoine Carême. Escoffier foi militar, e lutou na Guerra Prussiana como “Chief” do exército Francês.

    Como é preciso entender o Homem, em seu meio, creio que esta visão militarizada que hoje encaramos com certo preconceito foi a ideal e necessária para a época.

    Mas hoje o soldado já não monta mais cavalos, e sim produtos de alta tecnologia. Há um novo soldado, uma nova mentalidade se formando nos Exércitos, e o novo trabalhador também é diferente.

     

    Peter Drucker, papa da administração, definiu as competências do novo trabalhador, o trabalhador do conhecimento.

    1)      Competência:  transforma informação em conhecimento.

    2)      Expertise: conhecimento do produto e do mercado. Sabe do que fala!

    3)      Empreendedorismo: encara os problemas com oportunidades, busca oportunidades, mesmo que seja como empregado.

    4)      Ética.

    5)      Liderança: Direção, foco no resultado, visão.

    6)      Paixão pelo trabalho.

    7)      Comunicação.

    8)      Trabalho em equipe. Fundamental, pois a quantidade de informação e conhecimentos não é mais gerenciada por apenas um “Leonardo Da Vince”.

    9)      Flexibilidade: O mundo VAI mudar, portanto há que se adaptar às novas realidades.

    10)   Criatividade: Cria algo novo

    11)   Inovação: Melhora o que já existe.

    12)   Humildade: habilidade de considerar os interesses dos outros, antes dos seus.

    Se a estrutura de produção e conseqüentemente das empresas da era industrial nos alienava, e criava um ambiente esquizofrênico de “vida no trabalho” e “vida fora do trabalho”, a sociedade da informação chacoalha tudo isto e mistura.

    Eu insiro um post no Twitter sobre meu café, mas acesso um link de um “paper sobre Long Term Evolution” deixado por meu amigo Eduardo segundos antes.

    Enquanto a exigência anterior era de “cumpra o que te dei prá fazer”, alienando o trabalhador, a exigência agora é “Paixão pelo Trabalho”, envolvendo o novo trabalhador por inteiro.

    Obviamente isto cria conflitos, pois nem a sociedade anterior morreu, nem a nova já está madura. Alguém pode me questionar se não estou “roubando” a empresa ao acessar o Twitter em meu horário de trabalho. Outros questionam a invasão da empresa na “minha casa”, pois o celular está lá, e tocará caso seja necessário.

    O tempo levará isto a uma acomodação.

    Creio que dos doze tópicos de Drucker, o principal, e que a tudo resume, é a “paixão pelo trabalho”!

    Pois tendo esta paixão, o novo trabalhador é um incansável perseguidor da excelência, um talento auto-gerenciável e em auto e contínuo desenvolvimento.

    A nova empresa

    Esta ainda está em desenvolvimento, pois a nossa “era da informação” ainda está nascendo.

    Segundo Lawrence Kohlberg, existem estágios da progressão da moralidade. E podemos ver neles os estágios de desenvolvimento da cultura organizacional de uma empresa.

    O primeiro estágio é o pré-moral e se subdivide-se em duas fases, em ordem evolutiva:

    1)      Darwinismo social (baseado no EU, na minha sobrevivência)

    2)      Maquiavelismo (NÓS, manipulação para a sobrevivência. Não mata, mas...)

    O segundo estágio é o Moral, que também tem dentro de si dois degraus em ordem evolutiva:

    3)      Conformidade (cria normas para impedir a desonestidade)

    4)      Lealdade para com a autoridade (alinhamento aos pensamentos do líder)

    O terceiro estágio é o pós-moral, ou Ético, também com dois degraus:

    5)      Participação Democrática (tolerância para com a diversidade, cultura ética)

    6)      Integridade baseada nos princípios (justiça e direitos individuais)

    Há alguns anos trabalhei com uma pessoa a quem admiro muito até hoje. Ele é religioso, externa isto, mas não impõe esta sua visão.

    E por ter esta posição religiosa, inclusive diversa da minha posição que mais se assemelha a uma “angustiante dúvida”, seu comportamento baseado nos princípios básicos da ética levou à formação de uma equipe muito boa, e me propiciou uma das fases mais produtivas de minha carreira.

    Isto me lembra que quando “eu” sou o líder, eu arrasto a minha organização para o degrau que eu estiver.

     

    Foi uma boa e instigante Aula!

    Fico agradecido por ela!

     

    June 09

    Ética, Sustentabilidade, uma boa aula II

    OK, o post de ontem parece ter sido bem otimista, Né?

    Mas não foi de todo.

    Vamos rever os pontos da sustentabilidade:

    1)      Viabilidade Financeira;

    2)      Socialmente Justa;

    3)      Aceitação Cultural;

    4)      Ambientalmente Responsável;

    A viabilidade financeira pode ser obtida utilizando o comportamento ambientalmente responsável. Vejamos o caso dos créditos de carbono, já citado.

    Com investimentos, muitas vezes usando soluções internas e de relativa simplicidade, algumas empresas estão diminuindo suas emissões de carbono. Com isto elas podem vender estes créditos para as poluidoras.

    Isto significa caixa para as empresas que poluem menos, e conseqüentemente, incentivos a buscar menores emissões, via pesquisa. Isto pode significar também um ganho adicional por se apresentar como uma empresa socialmente e ambientalmente responsável.

    Pragmaticamente:

    Posso fazer papel de bonzinho e faturar em cima disto.

    Posso fazer caixa, vendendo meus créditos

    É um negócio, ao menos com tempo determinado!

    Pode parecer uma carta branca para as poluidoras, mas temos duas pressões aqui:

    1)      Os valores de compra de carbono acabam se tornando um OPEX que em médio prazo pode se tornar pesado e inviabilizar o negócio, obrigando a fechá-lo ou adaptá-lo com soluções que emitam menos carbono. Por exemplo, aquelas desenvolvidas nas empresas que investiram nisto e ganharam com a venda dos créditos de carbono.

    2)      Existem volumes máximos de créditos de carbono que podem ser comprados por um país, o que leva a seu governo buscar forçar a diminuição das emissões por outros meios, desde financiamentos a soluções, até coerção finaceira.

    Aqui você irá dizer:

    “Ok, Guido... mas confiar que os governos vão cumprir as suas metas de emissão de carbono? Os EUA nem ratificaram o Protocolo de Kioto!!”

    Bom, realmente o Bush não o ratificou, mas uma série de municípios, Estados e mesmo industrias  americanas  começaram a fazer investimentos voluntários para a diminuição das emissões. O que corrobora um pouco do meu ataque de “pollyanismo”  de ontem. Aparentemente o mundo não é feito apenas por canalhas, e nem todos os capitalistas não querem ver que é necessário mudar...

    E então veio o Obama, nossa esperança num mundo melhor, e recentemente impôs o que alguns chamariam de metas impossíveis para emissão de gases em carros. O “Cara” fixou para 2016 uma meta de 15 Km/litro.

    Óbvio que aí tem o interesse de se livrar da dependência do petróleo do Oriente Médio, e do atoleiro político que aquilo significa.

    É obvio também que com uma meta agressiva, ele busque inviabilizar os motores a explosão, ao menos nos carros maiores, evoluindo para elétricos/ células de hidrogênio.

    E com isto se sai da “idade da pedra”, não porque elas acabaram...

     

    Uma linha do tempo:

    Nossa visão histórica é que estejamos na terceira globalização.

    A  primeira foi  a “Pax Romana”, alcançada com o domínio do Mediterrâneo,  inicia-se com Cesar Augusto em 29 AC e termina com Marco Aurélio em 180 DC. Com o domínio militar, e a engenharia, estradas cruzaram o “mundo”, que era tudo aquilo  dentro dos “limes”. Estradas foram construídas, e com isto floresceu o comércio.  A segurança e a possibilidade de usar os meios de transportes em cima de estradas estáveis foi o que possibilitou esta primeira Globalização.

    A segunda foi a “Pax Britannica”,  de 1815 (Trafalgar) até 1914 (Primeira Guerra Mundial). Neste período, a evolução dos meios de transporte, com o motor a vapor de 1780 faz com que a velocidade facilite o comercio, bem como as imigrações. Irlandeses, por conta da grande fome migram para os EUA, os italianos, por motivo não diferente vêm para “Fare  l’America”. Chineses aportam no oeste Americano e finalizam a ligação leste-oeste da grande ferrovia Americana (Norte Americana). A imigração era fácil, nem passaportes existiam [Friedman, Thomas L. – o Lexus e a Oliveira]. É essencialmente a Era da industrialização.

    A terceira se inicia com a queda do Muro, em 1989, e o desenvolvimento das telecomunicações, junto com a micro- informática, Internet (1969, mas popularizada nos anos 90) . Esta Globalização é caracterizada por conter duas Eras, a “Era Pós Moderna” e também a “Era da Informação”. É interessante notar que esta Era nasceu com nome... diferente das anteriores, que foram nomeadas por historiadores... Na Pós Modernidade até a História é rápida... Aliás, na Pós Modernidade, a disseram que a história morreu.

    Dizem que a Era Pós Moderna termina em 11/09/2001. Nós precisamos de datas para nos orientar, mas acho forçado dizer que foi com o 11 de setembro... Se ela acabar mesmo, acho melhor considerar a data da eleição do Obama, pois nada mais pós moderno que a Era Bush..

    E quais as características desta época Pós Moderna?

    ·         Hedonismo

    ·         Consumismo

    ·         Individualismo

    ·         Quebra dos ideais Iluministas e Racionalistas.

    É interessante que , Sir Arnold Toynbee, um  escritor nascido no fim do período vitoriano, em seu Estudo sobre História  compara as civilizações  e nota um mesmo padrão de comportamentos em seus momentos finais... Algo muito próximo dos comportamentos da nossa Pós-modernidade.

    ·         Sensação de Abandono

    ·         Fatalismo Cínico

    ·         Desaparece o Idealismo

    ·         Sem crenças na moralidade

    ·         Escapismo

    ·         Distração e  entretenimento.

    ·         Abandono Moral e pessimismo

    ·         Promiscuidade, não só sexual, mas como uma aceitação indiscriminada de tudo

    June 07

    Ética, Sustentabilidade, uma boa aula

    Este post está aqui por duplo interesse, expor as minhas idéias, como sempre... E revisar a matéria da aula de Ética Comercial, magistralmente ministrada pela “Pro” Paulette  Albéris Alves de Melo. Reconheço que descaradamente segui a sua aula para escrevê-lo.

    Como ela mesma disse: “Nada escrito aqui é meu, são os “Best Sellers” que estão falando....” Obviamente posso concordar ou não... Eu concordo! Ao menos neste “espaço/tempo”.

    Mão à obra...

     

    O que é Ética?

    Ela é um conjunto de fundamentos universais, é uma reflexão crítica sobre a moral.

    E a Moral?

    Moral é o conjunto de costumes aceitos num determinado tempo e espaço.

    A Ética tem seus pilares, se preocupa com princípios universais, que são:

    Dignidade Humana;

    Respeito à vida

    Respeito à Justiça;

    Essencialmente a Ética nos faz perguntar:

    Isto faz bem ou faz mal??

    Mudanças

    Está se processando no mundo empresarial uma mudança que envolve a reavaliação dos pressupostos básicos da sociedade ocidental:

    ·         Desenvolvimento;

    ·         Negócios;

    ·         Democracia.

    Isto decorre da degradação ambiental que vem sendo denunciada desde os anos 60, bem como ao aumento do crime, terrorismo, fome crônica e consumo de drogas. Coisa que vieram na esteira da forma de pensar a economia e o desenvolvimento.

    Desde os anos 60, diversos movimentos vêem se contrapondo a esta situação, questionando direitos civis, ambientais, etc...

    Após Martim Luther King, Gandhi, os movimentos de libertação feminina, as lutas do Greenpeace, o envolvimento de Jacques-Yves Cousteau, não há espaço nas sociedades ocidentais para retrocessos.  

    Desde minha geração, que mesmo nos “anos de chumbo”  os estudos sobre ecologia fazem parte do ensino básico e médio. Com tudo isto, a sociedade atual tem baixa aceitação a políticas que firam algumas das conquistas adquiridas.

    As organizações civis, nos estados democráticos sempre se opõem a estas tentativas.

    Vejam a reação de boa parte da sociedade civil americana, que mesmo se iniciando intimidada após as ações restritivas da era Bush de 11/09 em diante, acaba por eleger o seu sucessor.

    Neste mesmo mês, no Brasil, há uma forte pressão, em especial de grupos ligados a economistas, ou mídia de economia, (Sérgio Bessermann,Carlos Sardenberg,  Miriam Leitão – ouçam o post de 5/06/09 dia do meio ambiente, na CBN)  contra medidas consideradas lesivas ao meio ambiente da MP 458, aprovada no senado.

    Há um consenso geral entre os economistas que um desenvolvimento não sustentável, que afete a ecologia, em médio e longo prazo passa a ser economicamente inviável. Um bom exemplo disto é o crédito de carbono, e a futura taxação internacional sobre as emissões.

    Há 50 anos, a sobrevivência dependia apenas da viabilidade  financeira, atualmente é a sustentabilidade que dita a viabilidade, e portanto a sobrevivência.

    Para ser sustentável, um empreendimento de considerar  quatro pilares:

    1)      Viabilidade Financeira;

    2)      Socialmente Justa;

    a.       O cliente interno deve ser encantado. Não é admissível mais práticas como escravidão, exploração de trabalho infantil, diferenças sexistas...

    3)      Aceitação Cultural;

    a.        Práticas como “dumping”, super-faturamento, desvio de impostos, ataques às minorias, etc, são mal vistas pela sociedade de modo geral.

    b.      Práticas lesivas ao consumidor (vide o caso da Apple, quando o Steve Jobs derrubou em 1/3 o preço dos Iphones. Quem havia comprado recentemente mais caro reclamou, e foi “indenizado” em US$100,00 em produtos Apple – terá sido um erro ou uma jogada de marketing.... ou do limão ele fez a limonada???)

    4)      Ambientalmente responsável;

     

    Junto às questões ambientais, e as sociais de modo geral, podemos pinçar nesta última uma que vem a tempos sendo colocada em segundo plano.

    O Trabalho.

    Este, que apesar de poder seu nome  ser derivado de um instrumento de tortura (tripalium)  , ele é parte integrante de nosso espírito. Trabalhamos não só pelo dinheiro, mas por aceitação social, prazer, desafio, saúde mental, etc...

    Apesar de pouco comentado, muitos se sentem alienados e consideram seu trabalho sem sentido.

    Paralelo a isto, o trabalho está se tornando um bem escasso, pois cada vez mais a automação, o realinhamento de mercados, a necessidade de conhecimento de novas tecnologias, o período curto de vida destas mesmas novas tecnologias, vem tornando cada vez mais insolúvel a questão de emprego.

    A primeira vez que me deparei com este problema foi nos meados da década de 80, quando li os três livros do Alvin Toffler , bem como comecei a mexer com programação, em especial de micro-controladores. A automação parecia vir para substituir tudo.

    Lembro-me que no início dos oitenta, ainda no Colégio Militar, meu grande professor de história Dilermando, havia comentado que estivera num médico, com o filho ainda pequeno. Ele disse que esperava que o filho fosse médico, ao que o médico replicou que ele deveria ser um “torneiro mecânico”, pois este “valia seu peso em ouro”...

    Hoje um CAD-CAE (ou sei lá o atual nome) substitui inúmeros torneiros mecânicos, com maior precisão e segurança. Uns poucos operadores, com muito conhecimento supervisionam e interagem.

    Alguns torneiros mecânicos se tornaram quase que artistas outros migraram para pequenas empresas que AINDA não podiam ainda adquirir tais CAE-CAD... Mas o fato é que como profissão, encolheu e se modificou de tal forma que quase se pode dizer que morreu. E no mesmo caminho foram os trocadores de ônibus, etc...

    Aqui vale uma comparação. Enquanto a profissão de torneiro mecânico trazia uma paixão pelo trabalho, pessoalmente conheci muitos e sou sobrinho de um deles, “de mão cheia”, a profissão de trocador de ônibus não envolvia prazer algum. Esta última  trazia em si um problema, como registravam os inúmeros casos de assalto, muitas vezes forjados.

    As duas estavam em lados opostos de uma reta de valor, e notem que a de torneiro mecânico tinha um conhecimento agregado muito grande. Mesmo uma profissão de tal valor agregado pode se encolher, até quase morrer.

    Quantas profissões de valor de hoje poderão vir a ser suprimidas no futuro?

    Hoje já temos uma tele-medicina em crescimento, cirurgiões fazem operações remotas, utilizando robôs. Será que a profissão de cirurgião já não caminha na mesma senda que a de torneiro mecânico e um CAS (Computer Aided Surgery) irá substituí-los, ou reduzi-los a um mínimo necessário???

    Num dos episódios de “Jornada nas Estrelas”,  Nyota Uhura perde todos seus conhecimentos, “sugados” por uma sonda que havia sido “terráquea” e após ser encontrada por uma civilização, consertada e re-enviada a procura de seu criador, encontra a Enterprise (NCC-7101). Ao fim do episódio, aparece ela sendo “re-ensinada” em alta velocidade  pelo computador da nave.... Abobrinha????

    Bom, esta semana mostraram um robô professor no Japão... Vai rindo, vai...

    O fato é que na falta de trabalho, seguindo a segunda lei de Newton, há o crescimento das mazelas de nossa sociedade. Teria o Hamas tantos seguidores se por acaso a Palestina fosse um estado com investimentos, empregos internos, etc?

    Teria o Osama, tantos seguidores se por acaso os estados dos quais seus seguidores vêm não fossem estruturas feudais?

    Aliás, acho que dá para comparar a Palestina a uma possível Europa sem um Plano Marshall.

    Acho que vale aqui a velha frase de todas as nossas avós e avôs:

    “Cabeça vazia, oficina do diabo”.

    Não tenho, obviamente, a solução para este problema, mas com certeza a sobrevivência da humanidade (hoje com  bombas atômicas distribuídas entre loucos e Estados pífios) passa pela solução deste “imbróglio”.

    Corporações e a sustentabilidade:

    Por estarem mais suscetíveis às forças do mercado, e estando este mais afeito às políticas social e ecologicamente corretas, ao contrário do que poderia parecer, são as corporações que estão mudando, e poderão vir a ser mesmo motor de uma mudança fundamental.

    Esta mudança será mais das empresas e menos os governos, reconhecidamente mastodônticos e não raro corruptos. Um governo está submetido a uma tensão a cada 4/5 anos, já uma empresa está submetida a uma tensão constante de mercado. O mercado é reconhecidamente o mais rápido e sumário sistema “judiciário”, para bem ou mal.

    Obvio que estamos falando das mesmas corporações como a IBM, que alugou e manteve seus computadores na Alemanha nazista para catalogar a Sloah, ou a Coca-Cola, que na mesma Alemanha nazista auferiu lucros com sua nova invenção, a Fanta...

    Estas empresas, em especial as que atendem ao mercado de varejo, acabaram iniciando políticas inicialmente, talvez, como uma estratégia de marketing. Mas o fato é que isto está se transformando, e creio que irá evoluir, pois caso contrário elas não serão socialmente aceitáveis, e acabarão tendo perdas em seus negócios.

    Nesta semana se iniciou uma campanha na televisão, da Vale do Rio Doce, sobre já ter passado seu “footprint”, ou seja, já ter reflorestado mais que desmatou.

    Durante o período de liberação do Timor Lorosa'e, houve uma campanha de boicote contra os produtos da Indonésia. Quem sabe um boicote contra produtos chineses fizessem eles re-pensar a sua atuação no leste da África??

    O fato que o mercado acaba empurrando as empresas, e a moral, fica mais perto da ética...

    Nesta mesma semana, tivemos os 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial, entre os programas “comemorativos” vi um de entrevistas com brasileiros que estava na China na época.

    Uma das entrevistadas falou algo muito interessante, ao perguntarem aos intelectuais chineses, que eram a favor dos protestos, o porquê de não reagirem, a resposta foi que eles já haviam pagado um preço muito alto, e que era preferível, naquela hora, se infiltrar e mudar o sistema de dentro para fora. Creio que as pessoas que cresceram nos anos 70 e 80, com a consciência ecológica incutida nos programas de TV e documentários da época, que chegam agora às camadas executivas, e mesmo que guiados pelo pragmatismo corporativo e as forças do mercado, vêm ao longo do tempo mudando as corporações.

    Creio que há 30 anos isto não seria discutido em uma escola de administração, como foi feito neste sábado, dia 6/05/2009, na aula de Ética Comercial, da FGV Campinas.

    Posso estar sofrendo de um “ataque de Pollyanismo”, neste domingo frio em Campinas, mas:

    You may say I'm a dreamer,
    but Im not the only one,
    I hope someday you'll join us,
    And the world will live as one

    Imagine – John Lennon

    January 15

    Escondidinho de Bacalhau

    Esta aqui é de uma simplicidade Franciscana...

    300 g de bacalhau em lascas... coloque para demolhar  em água corrente (bacia debaixo da torneira aberta) por uns 5 minutos.

    Prove para ver se está salgado..

    Corte uma cebola média em rodelas.

    Pegue umas 4 batatas grandes. ( experimente também com mandioca ou inhame)

    Coloque para cozinhar, com casca, numa panela de pressão durante uns 15 minutos.

    Após cozinhar, não jogue a água fora, retire a casca das batatas e amasse. Coloque as rodelas de cebola na água quente e deixe lá...

    Junte uma colher cheia de manteiga, um pouco de azeite de oliva e meio copo de leite, amasse e misture fazendo um purê.

    Coloque parte do purê no fundo de um refratário pequeno..

    Coloque as lascas de bacalhau cobrindo o purê,  coloque um bocado de pimenta do reino, cubra com as rodelas  de cebola.

    Regue com azeite de oliva.

    Cubra com o resto do purê.

    Leve ao forno e deixe por pelo menos 30 minutos.

    O ponto será o momento que o purê de cima ficar de dourado para mais escuro. Tendo uma pontinhas como de queijo gratinado.

    Pode acompanhar também um ovo cozido.

     

    Recomendo um frisante gelado... ou um Chardonnay bem gelado... ou um Sauvignon Blanc...

    January 09

    Risoto de Abobrinha. Rizzotto di zucchini

    Seguindo a nossa  série de receitas J

     

    Pegue uma abobrinha pequena, lave a casca, com uma esponja...

    Corte ela em cubos pequenos, desprezando apenas as pontas.

     Reserve.

     Pegue um alho poro, corte  em pequenos cubos, ou em rodelas, como lhe parecer melhor.

    Reserve.

    Fatie uns cinco cogumelos.

    Reserve.

     

    Amasse um dente de alho, e frite ele com um poço de óleo de oliva (umas duas colherinhas de café de azeite, por exemplo)

    Quando o alho estiver dourado, coloque um copo americano, ou de uísque, de arroz arbóreo.. e com uma colher de pau dê uma “fritada” nos grãos de arroz.

    Coloque para cada copo de arroz, três copos de água..

    Coloque um caldo de galinha...

    Tradicionalmente se faz o caldo de galinha com a carcaça de uma, e se coloca este caldo, em vez da água... mas como não somos bestas..... usa um caldo knorr que ficará tão bom quanto.

    Deixa cozinhar o arroz, vai controlando e se for o caso, colocando mais água..

    Quando o arroz estiver no ponto, “al dente”, coloque o alho poró e os cogumelos. Espere uns cinco minutos e coloque a abobrinha...

    Após colocar a abobrinha coloque uma caixinha de creme de leite, e deixe chegar naquela cremosidade.

    Neste momento acerte o sal... coloque um pouco de noz moscada ralada.

    Não deixe a abobrinha cozinhar,  deixe ela um pouco mais durinha...

    O alho poró sempre deve cozinhar um pouco mais, pois tende a ter pedaços mais fibrosos, daí ele ir uns 5 minutos antes da abobrinha.

    O risoto  é feito de forma diferente do arroz.. no arroz normal, não se mexe até o fim do cozimento.. já no risoto, se faz mexendo constantemente com uma colher de pau.

    Sirva com folhas de rúcula misturadas ao risoto, ou salsinha e cebolinha picada espalhada em cima...

     

    É fácil e divertido....

     

    frisante ou um bom branco...

    October 19

    Andando em Campinas

    Bom, mala e cuia... papagaio vem na semana que vem...
    Mudança de vida, e para melhor... Bons amigos re-encontrados... Rio, como morada, abandonado.
    Não vivia no Rio, vivia na Barra da Tijuca... que não parece o Rio... mas é...
    Campinas é um bom lugar... ainda não decidi se ficarei na cidade mesmo.. ou nos arredores...
    A especulação imobiliária se abateu por aqui e regiões...
    Mas como dizia o velho barão de Itararé.... Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados... Especulação Imobiliária é quando você quer comprar...
    A sedução da qualidade de vida, somada à facilidade de estar estar perto de São Paulo...
    Boa comida, boa gente, boas calçadas..
    Ontem, sábado, jantei na Cachaçaria Água doce... já devidamente posta na sessão "Ho magiato, ho bevuto, credo que ho vissuto".
    Comida boa, boa cerveja... faziam anos que eu não bebia a Serramalte.... e cachaça... ótimas...
    O preço é justo, tirando a Havana, que deve ter sido envelhecida em barris com os culhões do Fidel...
    Outro lugar que merece nota... Cantina do Alemão, na rua Luzitana, centro... O melhor marreco com repolho roxo que já comi...
    O lugar tem uma história pitoresca, dizem que há uns 30 anos o gerente comprou o lugar, com a promessa de manter tudo como estava.. inclusive a comida...
    Para quem está acostumado aos Shoppings, provavelmente dará um meia volta na frente da porta, e perderá!!!
    O lugar é pequeno, limpo e organizado... O couvert é ótimo.. e o marreco com repolho roxo é o melhor do mundo!!! o atendimento é afável, sem ser chato..
    aliás isto é o gostoso na cidade... lhe atendem bem, sem ser invasivos...
    Educação...
    Encontrei o mercado Campineiro, a versão local do mercado municipal... dá de 100 nas delicatessens do Rio..
    A simplicidade e a qualidade me cativaram... estou eu aqui, escrevendo e comendo uns queijos lá comprados.... com um belo Shiraz do vale do São Francisco...
    Alcachofras grandes e baratas... boas carnes... peixe é que eu ainda não achei...
    Ciente de minha condição de Ashverus, não sei se ficarei até o fim da vida aqui... mas gostaria...
    A cidade é rica também em sebos... galerias de arte ainda não encontrei... mas para isto vou para SP... capital... aliás, mais fácil que Centro/Barra...
    Nesta semana chegará a mudança.. arrumação...  vida nova sendo montada... para voltar ao regime normal...
    Feliz... Muito Feliz 
     
    Quanto ao jacaré.... Ainda não quebrei o paradigma... mas tem um bar aqui, com boa comida.. o Facca... que tem carne de jacaré...
    Comprarei uma super bond.. por via das dúvidas...
    1010200807911102008082121020080861310200808913102008090151020080941810200809718102008098181020080991810200810018102008101181020081031810200810418102008105
    May 17

    Dâmocles

    Dâmocles era  um amigo do Rei...

    O Rei era Dionísio de Siracusa..

    O Local, Siracusa, obviamente... mas bem que podia ser a mesa ao lado...

    Como Dionísio era rico, obviamente , vivia de forma condizente com seu nível...

    Todavia Dâmoces, seu amigo, o invejava...

     

     

    Dizia:

    Veja em que fausto vive você!!! Queria isto para mim!!! Se pudesse ter isto, seria o homem mais feliz o mundo!! Nada para se preocupar...

    Dançarinas nuas... mulheres de todo o tipo!! Jantares com comidas exóticas!!!

    Javalis!!! Magret!!! O melhor basílico do reino!!! Especiarias!!! O que quiser, na hora que você quiser!!!

    Ao longo do tempo Dionísio vai ficando cansado desta ladainha, ouvida a cada dia de seu amigo...

    Num determinado dia, Dionísio propõe:

     

    Dâmocles,  Venha... queres assumir minha vida, mesmo que por um dia???

     

    Dâmocles, maravilhado com a proposta, a aceita de imediato, e no dia seguinte, é entronizado no Palácio, com todas as honras, suas coroas e pelerines...

     

    Passa o dia como no paraíso, deita e rola... e após uma orgia eno-gastro-sexual, com um imenso cálice de conhaque na mão, se refestela em uma long-chase , no colo de uma das cortesãs, quando todo seu corpo se crispa, estremece...

    Ele quer pular, correr, mas a imagem de uma espada, brilhante, que ameaça cair em sua cabeça, transpassando-a, só é menos intensa que o medo de que um movimento rompa o ínfimo fio que a mantêm pendurada!!!

    Este medo profundo, o do conhecimento do perigo,  impede que seus músculos se movam... literalmente o congela.

    O corpo, agora frio e suarento, encontra forças para balbuciar, completamente aterrorizado:

     

    Dionísio!!!

     

    Que há meu amigo, algo errado?? Não estás gostando de meu Palácio, de minhas peles e minhas jóias?? Não te agrada minhas cortesãs de peitos fartos e ancas  licenciosas?

     

    Dionísio, meu amigo, que faz esta espada acima de minha cabeça??? Que queres??  Por que queres me matar???

     

    Não quero sua morte, meu amigo, apenas quero que assuma meu lugar!!!!

     

    Mas... E esta espada??? Ela vai cair!!!! E morrerei...

     

    Mas é assim que vivo, Dâmocles, a cada dia, a cada momento, com uma espada acima de minha cabeça.... Meus ministros podem me trair.. um rei de outro reino, pode vir e se aventurar a tomar meu reino...

    Alguém pode envenenar meu povo, e nas pontas dos forcados dos camponeses, meu corpo sangrará, enquanto eles dançarão embriagados com meus gritos....

     

    Dâmocles, se sentindo incapaz, põe-se a correr dali, e nunca mais volta ao Palácio.....

     

     

     

    Resumo: se não agüenta o calor do forno... caia fora da cozinha....
    February 05

    Tagliatelle al pesto

    Sempre que viro uma massa em casa me lembro de amigos queridos que hoje, estão lá de cima olhando para que eu "acerte a massa"...
    "Seu" Rosário e "Dona" Brigida. Dois Sicilianos que passaram a guerra na Itália.. e depois, após um périplo, chegaram na Curitiba.. anterior a minha infancia..
    Os conheci na feira de sábado.. no Juvevê... Meus Pais se identificaram com aquele bom espírito.... Aliás, eles tem o dom de se cercar de bons espíritos... de reconhecê-los e mantê-los por perto...
    Eram épocas boas.. de certa fartura... e depois, em épocas magras... o Seu Rosário se demonstrou um Pai....
    Pessoa simples... que com a fome da guerra, gostava de mesa farta....
    Me lembro de Dona Brigida, que voltava de feira mais cedo, para fazer e cortar a massa...
    Passei um bom tempo na casa dels, ou orbitando a casa deles.. lá no Capão da Imbuia... onde podia ainda ser criança.. brincar de bandido e mocinho.. índio... ou de jornada nas estrelas.... Ganhei dele dois revólveres de espoleta.. da Estrela... em algum aniversário nos setenta... 
    Creio que sob o protesto velado de meu pai... que além de pacifista convicto, era como que espiritualmente seu irmão... daí o protesto... daí o velado...
    Dona Brigida abria a massa, com um rolo de macarrão... ou um cabo de vassoura.. os dois estão na minha mente...
    Abria a massa enfarinhada... depois a enrolava e cortava como tagliatelle..  o molho era vermelho.. como se fosse à bolognesa... Delícia...
    Em lembrança a meus amigos:
     
    300g de farinha,
    dois ovos
    duas gemas..
     
    faça um montinho e abra um furo no meio...
    coloque os ovos, e misture a massa até ficar uma massa plástica. uns dez minutos de "mexilança"... ainda compro uma batedeira com quele gancho...
    deixe uns vinte minutos em decanço.. no formato de uma bola...
    Passe no cilindro da máquina de macarrão, e após ficar fina, corte nos cilindros co tagliatelle... tem uma que se chama massa fácil....
    Ou a abra no rolo, enfarinhe, enrole e corte fino.. como Dona Brigida faria....
    guarde enfarinhada para amanhã.. em farinha de milho... bom.. muito bom....
     
    Pesto...
    200g de manjericão,
    200 g de parmesão,
    uma colher de café de sal, ou não...
    um dente de alho,
    uns 200 ou 300 ml de azeite,
    200 g de queijo pecorino... se encontrar..
    castanha do Pará, picada e torrada.. seria melhor o pinolli.. mas prá encontrar e meio complexo..
    podes usar amendoim... Pesto Caboclo, como diria Gabriel Bolaffi.
     
    sei lá quanto de majericão... como compro no hortifruti...  e estes são de folhas pequenas... diversos daqueles que tenho no sul... de folha grande, diria umas 200 g de folhas (FOLHAS!!!!!!!!!!!! Sem Talos!!!!!!!!!).
    aqui seu primeiro ponto de decisão....
    Podes passar no processador, com as folhas bem picadas.... o molho fica mais pujante...
    ou picá-las... na faca... bem picada... fica mais suave...
    saiba que vinho você vai tomar... os brancos mais leves, merecem um molho mais pujante...
    algo como um Michel Torino, de Sauvignon Blanc... Argentino... Pujante, tal qual os brancos Chilenos... molho mais suave...
    Já algum branco da França.... um molho mais pujante...
    Mas isto é meu gosto.. do teu, entendes tu...:-)
     
    misture umas 200 g de parmesão ralado, e misture...
    uma colher de café de sal... mas cuidado com o mesmo... melhor ir temperando aos poucos...
    um belo e grande... bem grande e belo... dente de alho....
    no processador eu os pico junto...
    na faca.. o mesmo.. iniciando pelo alho, depois picando por cima o manjericão...
    misture o parmesão com o alho e o manjericão... acrescente o sal.. e o azeite.. um belo e bom... honesto.. azeite de oliva...
    Junte tudo e misture...
     
    cozinhe a massa, al dente...
    coloque num prato fundo..
    espalhe tres ou quatro boas colheres de sopa do pesto por cima...
     
    Garfo e colher....
    e um pãozinho prá aproveitar o resto do molho....
     
    November 25

    Sanduiche de Haddock com cream cheese

    Para finalizar o fim de semana...
    Comprei um haddock genérico na delikatessem próxima de casa... no fundo, anchova defumada.. mas tava otimo...
    deixei no congelador para facilitar o corte das lacas.. com uma faca grande, pesada e bem afiada... afinal é faca e não "sabre pour la sabrage"...
    Um belo ciabata cortado ao meio, cream cheese nas duas fatias...
    uma folha de alface..
    lascas do haddock .. bem generosas.. por cima..
    feche o sanduiche, e corte, enviesado, no meio... "prá não fiacr bruto", como dizia a minha vovó....
    Podia ser cerveja (uma tuborg, que tomei com um parecido em Copenhagen), podia ser um belo branco.. mas foi um tinto argentino... tava bom... bom prá dedéu!!!

    Fabada

    fabada

    Favas rajadas e brancas. Dois copos grandes. Um de cada..

    Uma grande cabeça de alho.

    Uma ou duas grandes cebolas.

    Lingüiça paio e calabresa. O quanto lhe aprouver.

    Um pedaço de ponta de peito.

    Corte as lingüiças e a ponta de peito, e em uma panela de pressão bem quente coloque um pouquinho de água.

    Jogue a carne e as lingüiças, deixe que fritem na própria gordura.

    Retire e reserve..

    Jogue fora a gordura da panela. Com o pouco que ficou frite o alho e depois as cebolas.

    Coloque as favas em um recipiente com água e jogue fora as que boiarem.

    Pegue as favas e coloque na panela. Refogue junto ao alho e cebola, junte as carnes. Cubra com três copos de água para cada copo de fava.

    Junte pimenta calabresa, do reino e síria

    Tampe a panela e após ela começar a apitar, mantenha cozinhando por 40 minutos.. Pede um belo tinto!

     

     

    October 14

    Cogumelos refogados

    Pegue umas 400 gramas de cogumelos...
    comprei umas duas bandejas, com um pouco de cada... Shitake, Paris, Pleutorus...
    Fatiei em pedaços grandes...
    Cortei em rodelas uma cebola e dois alhos porós..
    com um pouco de azeite de oliva, refoguei a cebola e o alho poró..
    Logo que começam a ficar moles, acrescenei os cogumelos e refoguei..
    Um bom bocado de pimenta do reino, moida na hora...
    Um pouco, POUCO, de molho Shoyu
    Não usei nem nem água, nem sal, pois o shoyu fará sua parte.
    Os cogumelos devem ficar relativamente duros, e o molho não muito líquido.
    Ideal para comer com um arroz, ou uma salada de folhas...
    Um Sauvignon Blanc caiu muito bem com ele.. ao menos para meu paladar.
    De noite, este refogado sobre uma mandioca bem cozida fez sucesso... pode ter sido a fome... Ou não...
     
    July 07

    Tonno Al Limone

    Tonno al Limone, Atum ao molho de limão...
     
    Pegue um belo pedaço de atum, corte em fatias relativamente grossas, pelo menos dois dedos.
    Faça um suco com dois limões sicilianos, guarde uma metade de uma das cascas deles..
    Fatie um dente de alho em pedaços bem finos.
    Passe sal e pimenta do reino nas fatias, coloque numa vasilha, com o alho fatiado e cubra com o suco de limão.
    Deixe marinar na geladeira por uns 30 minutos.
     
    Um pouco de azeite de oliva na frigideira funda.. deixe esquentar e coloque os pedaços do atum, cada lado deve ficar no máximo por um minuto, pois a intenção é de que o interior fique rosa.
    Reserve o atum. recomendo deixar o forno pré aquecido, para pouco antes de serví-lo colocar os pedaços nele e aquecer.
    Pegue o limão da "marinada" e coloque na frigideira, junte um pedaço de manteiga,  um dedo de espessura.
    deixe reduzir. 
    ao fim, junte uma caixinha de creme de leite, complete a redução.
     
    Conforme disse acima, coloque os pedaços de atum no forno prá aquecer um pouco, depois coloque-os no prato e com uma colher espalhe o molho por cima deles.
    Um arroz com brócolis completa o prato...
    Um Lambrusco o torna perfeito!!!
    E quem se ama ao lado, imprescindível!

    Focaccia, il cibo per mangiare con i amicci

     

    Focaccia é a algo que se deve comer com os amigos, com filhos, com a familia... sozinho o sabor não é o mesmo!!

    Ainda tenho de preparar uma, chamar o Ruy, abrir um vinho, discutir sobre a existência, seus motivos e nosso destino...

    Esta receita veio em parte da Web (vá ao Google e... creio que esta seja do Basilico ), tenho me dado bem com ela... todavia tenho uma no magnífico livro "O Pão na Mesa Brasileira", da editora do SENAC.

    Lá e faz uma com farinha de trigo integral, resultado alterei levemente a receita para incluí-la...

     

    Numa noite de sábado, Rafa devidamente derrubou uma garrafa de vinho comigo e a dita cuja da focaccia (como disse, deve-se comer com os amigos)... Não sobrou nada... e olha que o cara tem "diploma e carteirinha de sócio remido do clube dos chatos com comida".

    Comeu até o majericão...

     

    Prepare a massa com:

    1 tablete de 15 g de fermento biológico
    1 ¼ xíc. (chá) de água 
    2 xíc. (chá) de farinha de trigo comum

    2 xíc. (chá) de farinha de trigo integral
    1 ½ col. (chá) de sal
    3 col. (sopa) de azeite

    Recheio:

    Umas 400 g de mussarela fatiada
    1 xíc. (chá) de folhas de manjericão  (folhas, isto significa: "sem os talos...")
    1 col. (chá) de sal grosso
    3 ramos de alecrim
    4 col. (sopa) de azeite



    Segredo da felicidade:

    unte as mãos com azeite de oliva, assim a massa não grudará... muito...


    Preparo

    Esfarele o fermento sobre ¾ xícara (chá) da água morna.

    Misture com a colher de pau para dissolver o fermento e deixe repousar por 5 minutos.

    Misture o sal com a farinha numa vasilha.

    Faça um buraco no centro da farinha e acrescente a mistura de fermento e o azeite.
    Com as pontas dos dedos, encorpe a farinha à mistura de fermento fazendo movimentos circulares. Adicione o restante da água até formar uma bola pegajosa de massa.

    Adicione mais água se necessário (uma colher de cada vez).
    Transfira a massa para uma superfície de trabalho ligeiramente enfarinhada e amasse até obter uma massa lisa, macia e elástica, aproximadamente 10 minuto.

    Aqui é importante notar:

    Neste estágio, pode-se polvilhar farinha na superfície de trabalho para facilitar a tarefa mas cuidado para não incorporar muito farinha na massa pois o resultado final pode ser um a focaccia pesada.
    Coloque a massa numa vasilha untada com óleo e cubra com um pano de prato limpo. Deixe a massa crescer num ambiente sem correntes de ar até que dobre de volume (cerca de 1h a 1h30).

    Com o punho fechado, pressione a massa para retirar o ar, divida-a em 2 partes iguais, trabalhe a massa por mais 5 minutos e deixe descansar por 10 minutos.
    Abra cada pedaço de massa em círculo de aproximadamente 25 cm.

    Coloque um círculo sobre uma fôrma untada com óleo e, sobre ele, disponha as fatias de mussarela e as folhas de manjericão.

    Cubra com o outro círculo e, levemente, sele os 2 círculos de massa com as pontas dos dedos. Cubra a massa com um pano de prato e deixe repousar por mais 30 minutos.
    Com a ponta do dedo indicador, faça buracos regulares sobre a massa, polvilhe sal grosso e espalhe o azeite.

    Arranje as folhas de alecrim nos buracos e asse em forno pré aquecido a 200°C por aproximadamente 45 minutos, ou até que a focaccia fique dourada.
    Segredo da felicidade:

    Forno a 200 graus centígrados.. mais que isto queima por fora e não assa por dentro... mesmo porque, com o recheio, a tendência é ficar úmida por dentro.